28 novembro 2011

Vestimenta Islâmica feminina

Vivendo ou a passeio em um país islâmico, vc precisa se habituar com os trajes dos nativos. O "Alcorão" exige a homens e mulheres que se vistam de uma forma que não chamem a atenção. Esse mandamento é levado ao pé da letra em países como Irã e Arábia Saudita. No entanto, esta exigência tem sido interpretada de diversas maneiras, dai vem a diferença de vestimentas. Para quem não sabe diferenciar Abayas, Burcas, Niqab Etc... ai vão algumas dicas... (Começando pelas mais conservadoras).


BURCA

A burqa ou burca é uma veste feminina que cobre todo o corpo, até o rosto e os olhos. É usada pelas mulheres do Afeganistão e do Paquistão, em áreas próximas à fronteira com o Afeganistão. A burca não é especificamente mencionada no Corão e nem no Hadith. Como havia dito anteriormente o modo de vestimenta faz parte da interpretação de cada país. A comunidade religiosa Talibã, que comandou o Afeganistão nos anos 2000, impôs seu uso no país.



XADOR

O xador ou chador é uma veste feminina que cobre o corpo todo com a exceção do rosto. O termo xador refere-se à veste usada no Irã, o código de vestimenta do Islã. O xador é um traje persa antigo, cujo uso é documentado desde o século XVIII, e se popularizou no Irã na época da Dinastia Qājār. O monarca Reza Shah proibiu o xador em 1936, em meio ao processo de ocidentalização forçada do país. Com a Revolução Islâmica de 1979, o xador foi encorajado pelas autoridades xiitas, por ser uma vestimenta tradicional que se enquadra nas recomendações da doutrina islâmica ortodoxa. O xador é usado não apenas pelos muçulmanos, como também por outras comunidades religiosas iranianas, como os zoroastrianos. Sua cor mais comum é o negro, mas ele pode ser confeccionado em outras tonalidades.



NIQAB

O niqab é um véu que cobre o rosto e só revela os olhos, usado por algumas mulheres muçulmanas; o niqab pode cobrir também os olhos com um tecido transparente. Geralmente é feito de algodão ou poliéster, tendo no preto a sua cor mais comum. É frequente nos países da Península Arábica, mas também pode ser encontrado em outros países de tradição religiosa muçulmana. As mulheres que o usam são chamadas de niqabi ou munaqaba. Não são claras as origens históricas do niqab, mas é provável que ele já existisse na Península Arábica antes do nascimento do Islão.

As diferentes escolas de jurisprudência islâmica apresentam perspectivas diversas em relação a esta peça de indumentária. Ele pode ser encarado como fard (obrigatório) ou sunnah (recomendado) ou até mesmo algo que não deveria nunca ser usado por ser perigoso. O niqab é considerado obrigatório pelos salafis, a corrente muçulmana dominante na Arábia Saudita, e é recomendado por outros grupos sunitas e xiitas, por ser compatível com o hijab, o código de vestuário do Islã.


HIJAB
No Islã, o hijab é o vestuário que permite a privacidade, a modéstia e a moralidade, ou ainda "o véu que separa o homem de Deus" O termo "hijab" é, por vezes, utilizado especificamente em referência às roupas femininas tradicionais do Islã, ou ao próprio véu. O hijab é usado pela maioria das muçulmanas que vivem em países ocidentais (Foto ao lado). A depender da escola de pensamento islâmica, o hijab pode se traduzir na obrigatoriedade do uso da burca, que é o caso do Talibã afegão, até apenas uma admoestação para o uso do véu, como ocorre na Turquia. Na atualidade, o hijab é obrigatório na Arábia Saudita e na República Islâmica do Irã, além de governos regionais noutros países, como na província indonésia de Achém.



ABAYAS
A abaya é um longo vestido preto ou vestido islâmico, para muitos países da península arábica, como a Arábia Saudita ou Emirados Árabes Unidos, onde é o vestido nacional. As Abayas tradicionais são pretas e a abaya cobre braços e pernas menos a cabeça (parecendo mesmo um vestido longo). Na verdade a abaya é a "base" da roupa das mulçumanas, pois além da abaya elas usam o Niqab, o Hijab enfim, de acordo com sua religião, região ou costume. As estrangeiras que vivem em países islâmicos são obrigadas a usar somente a abaya. Embora preto, seu tecido é leve e de fácil respiração. Existem várias cores e modelos.




Curiosidades

Foi lançado recentemente o "Burkini" uma espécie de biquini dentro dos padrões mulçumanos. A estilista Aheda Zanetti criou o burkini, que ela diz ser o primeiro traje de banho islâmico. Aheda que é libanesa mas mora na Austrália, mostrou sua criação em um evento de moda em Sydney.

Segundo ela, muitas muçulmanas estavam privando de se divertir e de se exercitar por causa da falta de um traje adequado. Zanetti, que diz ter virado estilista "por acaso", já havia criado outras roupas esportivas apropriadas às normas do Islã.

O "burkíni" recebeu o apoio do maior clérigo muçulmano do país, o xeque Taj Aldin al-Hilali, uma figura polêmica que ano passado causou protestos ao comparar mulheres vestidas supostamente sem recato a "carne descoberta".



Desfiles
Em Dubai, embora modernizado mas um país islâmico, a abaya foi o destaque do evento "Sheila & Abaya Fashion Show", que foi realizado no Dubai Mall. Estilistas de todo o Golfo participaram. Quem disse que usar abayas não é moda? As roupas longas e pretas que as mulheres árabes utilizam para esconder o corpo ganham cada vez mais bordado, brilho e design.

Abaya Fashion Show
Os desfiles foram realizado no período de 08 a 11 de julho no Dubai Mall, um dos maiores shopping centers dos Emirados Árabes. O evento já faz parte da programação tradicional do festival de verão dos Emirados, Dubai Summer Surprises, que começa dia 17 de junho e segue até 07 de agosto.

As estilistas que participam do evento são de vários países do Golfo. Além de nomes consagrados, participam dos desfiles iniciantes no mundo da moda. Segundo a organização do evento, os desfiles são uma oportunidade para as aspirantes mostrarem suas criações. No ano passado, 16 estilistas apresentaram seus modelos, entre elas estavam as famosas Ayesha Ali Yateem, da marca Bait Al Bahraini; Kamelya Sultan, da Noir Chic; Shabana Asif e Reem Ali Beljafla.

Durante os quatro dias de desfiles devem ser apresentados mais de 200 modelos de abayas. O sucesso do evento é tanto que marcas de maquiagem, como a M.A.C e a Cristais Swarovsky, já apoiaram os desfiles.

De acordo com dados levantados pelo Departamento de Desenvolvimento de Mercado da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, os países árabes importaram do mundo cerca de US$ 26,37 bilhões em tecidos para abayas ao ano. Os principais importadores são Emirados Árabes, Arábia Saudita, Marrocos, Tunísia e Egito.


Desfile em Paris

O famoso Harrods, anunciou que já começou a investir na moda islâmica para garantir que as suas clientes tenham uma ‘abaya' adequada para cada par de sapatos.

A tendência começou com Hind Beljafla, uma estilista de 24 anos que desenha ‘abayas' vestido escuro que faz parte do traje feminino islâmico, que combina com os sapatos e malas de alta-costura que são cada vez mais a escolha do público islâmico, presença fiel em todas as semanas de moda do mundo.

Apesar de a ‘abaya' ser tradicionalmente um vestido comum, há já algum tempo que as mulheres muçulmanas procuram modelos com aplicações, bordados ou pequenos detalhes que os tornem mais graciosos.

"As mulheres muçulmanas são como qualquer outra mulher do mundo: adoram moda e adoram compras", disse Hind Beljafla, muçulmana, à Bloomberg.

O Harrods já começou a vender modelos de Beljafla em Junho, e as casas de Paris e Milão começam a ter mais atenção ao potencial deste nicho de mercado. É que segundo um estudo da French Fashion University Esmod, no Dubai, a indústria global da moda islâmica pode valer 96 mil milhões de dólares se metade dos muçulmanos de todo o mundo (cerca de 1,6 milhões) gastar apenas 120 dólares por ano em roupa.

Em Junho do ano passado, durante um evento de moda em Paris, John Galliano chegou mesmo a apresentar algumas ‘abayas' que acabaram por ir parar aos membros da família real da Arábia Saudita. Detalhe: Uma ‘abaya' desenhada por Galliano pode custar 10 mil dólares.




Até a próxima!






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